Há uns dias atrás eu a via ao lado da minha casa, agora, eu preciso andar alguns quarteirões para vê-la. Não é mais a mesma coisa mas de qualquer forma, eu ainda adoro olhá-la nos olhos e dizer o quanto sinto a falta dela, de vê-la pelas manhãs e desejar bom dia, mesmo que os olhos ja não tenham o mesmo brilho de antes e mesmo que a resposta ao meu bom dia seja a mesma, o silêncio.
A noite chegou com um céu cheio de estrelas e uma lua cheia que clareava com um brilho frio, o vento soprava gelado... assim como ela, fria em vida e fria na lápide. A unica diferença é que agora ela aprendeu a me amar, eu a fiz aprender. Eu disse que ela seria minha, nem que fosse depois de morta. Caminhei pisando na grama, meus pés ja conheciam bem o caminho, aquela agitação de sempre pelo corpo. É incrível como sempre parece a primeira vez. Afastei a porta que me separa dela, a unica que agora existia e segurei-a no colo. Parece que a cada dia que passa, fica mais bela. Sim, venho vê-la todo dia, como prometi, até o dia em que eu possa finalmente deitar ao lado dela, frio, como a pedra em seu túmulo.
Afaguei seus cabelos, toquei seus labios com os dedos e beijei-lhe a testa. Abracei seu corpo com força e senti o toque gelado da sua pela contra a minha. Apesar de amá-la, o que eu mais sentia ao vê-la era ódio, um ódio sobrenatural, uma vontade de poder matá-la novamente já que não pude fazer isso na primeira vez... É, as vezes o amor é tão grande que se transforma em ódio, eu mesmo não acreditava que era possível sentir isso ao mesmo tempo, amor e ódio, juntos, agora entendo como é... Então, me vingo como posso, sei que seria a pior coisa pra ela.
Deito seu corpo no chão, tiro sua roupa com habilidade e a minha também. Coloco meu corpo sobre o dela e me sinto ereto, pronto para recebe-la. Digo que a amo ao pé do ouvido e a beijo levemente nos labios. Acaricio seus seios, sentindo meu desejo aumentar, não aguento e coloco a boca neles, como se pudesse senti-la corresponder a cada estímulo. Fui descendo, tocando com os labios sua barriga até chegar ao seu sexo. Como adorava o meio das suas pernas, de lá, apenas lembranças minhas, de todas as minhas visitas, de todas as nossas noites de amor.
Por fim não resisto e me encontro dentro dela, num vai e vem constante, olhando aqueles olhos vazios que me encaravam e imaginei que um dia poderia ter existido amor por mim neles... ou ódio, apesar de amá-la, talvez preferisse que me odiasse, aumentaria mais ainda a vontade de tê-la. Enfim chego ao ponto que não me aguento e morro entre as pernas de quem eu mais amei. Volto a acariciá-la com a boca, adorava sentir meu gosto nela. Adormeci por algumas horas e então coloquei-a em sua cama e depositei algumas flores sobre ela.
Cheguei em casa com o dia amanhecendo, sentindo-me amado mas nunca satisfeito. Deitei na cama contando as horas para um novo anoitecer...
segunda-feira, 8 de abril de 2013
A vizinha
Há uns dias atrás eu a via ao lado da minha casa, agora, eu preciso andar alguns quarteirões para vê-la. Não é mais a mesma coisa mas de qualquer forma, eu ainda adoro olhá-la nos olhos e dizer o quanto sinto a falta dela, de vê-la pelas manhãs e desejar bom dia, mesmo que os olhos ja não tenham o mesmo brilho de antes e mesmo que a resposta ao meu bom dia seja a mesma, o silêncio.
A noite chegou com um céu cheio de estrelas e uma lua cheia que clareava com um brilho frio, o vento soprava gelado... assim como ela, fria em vida e fria na lápide. A unica diferença é que agora ela aprendeu a me amar, eu a fiz aprender. Eu disse que ela seria minha, nem que fosse depois de morta. Caminhei pisando na grama, meus pés ja conheciam bem o caminho, aquela agitação de sempre pelo corpo. É incrível como sempre parece a primeira vez. Afastei a porta que me separa dela, a unica que agora existia e segurei-a no colo. Parece que a cada dia que passa, fica mais bela. Sim, venho vê-la todo dia, como prometi, até o dia em que eu possa finalmente deitar ao lado dela, frio, como a pedra em seu túmulo.
Afaguei seus cabelos, toquei seus labios com os dedos e beijei-lhe a testa. Abracei seu corpo com força e senti o toque gelado da sua pela contra a minha. Apesar de amá-la, o que eu mais sentia ao vê-la era ódio, um ódio sobrenatural, uma vontade de poder matá-la novamente já que não pude fazer isso na primeira vez... É, as vezes o amor é tão grande que se transforma em ódio, eu mesmo não acreditava que era possível sentir isso ao mesmo tempo, amor e ódio, juntos, agora entendo como é... Então, me vingo como posso, sei que seria a pior coisa pra ela.
Deito seu corpo no chão, tiro sua roupa com habilidade e a minha também. Coloco meu corpo sobre o dela e me sinto ereto, pronto para recebe-la. Digo que a amo ao pé do ouvido e a beijo levemente nos labios. Acaricio seus seios, sentindo meu desejo aumentar, não aguento e coloco a boca neles, como se pudesse senti-la corresponder a cada estímulo. Fui descendo, tocando com os labios sua barriga até chegar ao seu sexo. Como adorava o meio das suas pernas, de lá, apenas lembranças minhas, de todas as minhas visitas, de todas as nossas noites de amor.
Por fim não resisto e me encontro dentro dela, num vai e vem constante, olhando aqueles olhos vazios que me encaravam e imaginei que um dia poderia ter existido amor por mim neles... ou ódio, apesar de amá-la, talvez preferisse que me odiasse, aumentaria mais ainda a vontade de tê-la. Enfim chego ao ponto que não me aguento e morro entre as pernas de quem eu mais amei. Volto a acariciá-la com a boca, adorava sentir meu gosto nela. Adormeci por algumas horas e então coloquei-a em sua cama e depositei algumas flores sobre ela.
Cheguei em casa com o dia amanhecendo, sentindo-me amado mas nunca satisfeito. Deitei na cama contando as horas para um novo anoitecer...
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