quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Ear to ear
Era mais uma noite como outra qualquer e ele estava lá, como sempre está todas as noites. E aquela sensação de nauseas e pesadelo também... Era sempre costume ele invadir o meio da noite mas por mais que os anos passassem, eu nunca me acostumei com as suas visitas, uma visita sempre indesejada mas o que se pode fazer quando você não tem por onde correr?! Suportar, apenas suporte e sobreviva. E assim sobrevivi por anos, na escuridão dos meus medos e de ameaças até que um dia você resolve encarar as coisas de frente.
Acordei com o click da porta sendo trancada, tentei me afundar no colchão querendo me tornar invisível mas essa era a noite e eu tinha prometido que seria o ser mais amável que existe. Respirei fundo quando senti seus dedos puxando o lençol suavemente e sua mão subindo por minhas pernas, estava tudo preparado, eu dizia a mim mesma, é só questão de tempo e essa será a ultima noite de pesadelos.
Ele levantou minha camisola até acima da minha cabeça, quis me beijar, eu virei o rosto e então ele o segurou firme com a mão e me obrigou a olhá-lo. Aquela cara que eu tanto desprezava sorrindo para mim mas eu me obriguei a olhar e me obriguei a sorrir de volta... Ele gostou! Me levantei e tirei sua camisa, ele me deitou novamente na cama e finalmente me beijou, prendi a respiração, a unica coisa que conseguia sentir era nojo. Ele foi descendo, passeando com a boca em meu corpo, suas mão me apertavam de forma que machucavam, eu podia ter chorado como todas as vezes mas ao contrário, eu sorri.
Senti seus dedos me penetrarem, fiquei tensa, agarrei o lençol, estava chegando a hora...
Me sentei na cama e o fiz ficar em pé na minha frente, abaixei sua calça, o deitei na cama e o vendei, levantei o colchão e ela brilhou parar mim. Fiquei em pé e disse:
- Hoje será uma noite inesquecível para nós!
Ele sorriu com excitação. Subi em cima dele e apoiei uma mão na venda.
- Hoje você foderá incansavelmente!
Ele subiu a mão pelas minhas pernas, tirei a venda e me deliciei com a expressão de panico dele.
- Com a minha lâmina, papai!
Ele não teve tempo de reagir, só teve tempo de sentir a dor e se afogar no próprio sangue.
Amanheci olhando para seu rosto, ele sorria, um sorriso de orelha a orelha, o sorriso mais bonito que eu já havia visto. Sorri de volta...
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